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Você pratica o e-Learning, já tinha reparado?

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Por Ricardo Carvalho (*)

O professor orienta os alunos a acessar sites de referência e comunidades sociais. Em conferências no Skype, interessados compartilham conhecimentos e pontos de vista. Isso já é e-Learning

Educação e tecnologia em convivência harmônica diante do objetivo de educar/formar pessoas melhores – e para isso é preciso qualidade, em todos os fatores do processo ensino-aprendizagem, do professor ao aluno. Essencialmente, deve-se investir na formação do corpo docente, que deverá estar preparado para um novo modelo educacional que considere a tecnologia como parceira, e não como obstáculo.

A diversificação dos meios é apenas um caminho. É necessário experimentar e utilizar conforme a sua própria métrica, uma vez que lutar contra as inovações é uma batalha perdida. Esse novo modelo educacional é regional, cultural, atual, e a tecnologia está inserida nesse contexto.

A tecnologia da informação e comunicação (TIC) é utilizada na educação como apoio, assim como o e-Learning em alguns cursos.

Não raro, o professor orienta seus alunos para que acessem sites de referência, troquem e-mails e endereços de comunidades sociais para assuntos comuns. Em conferências via Skype, interessados, profissionais e pesquisadores compartilham seus conhecimentos e pontos de vista.

A tecnologia está presente. O desafio é usá-la em favor da educação, não importa se um holograma ou um quadro negro. Podemos contar com o DVD, o CD, o podcast, o mp3, jogos instrutivos, o simples e-mail, o Orkut, o YouTube, e por que não o celular?

Estamos falando de uma parte da sociedade que vive em grandes cidades e possui fácil acesso à tecnologia. Para trabalhar com esse fator, é imprescindível que os alunos estejam habituados aos recursos que utilizaremos, caso contrário o efeito será desastroso.

Nesse cenário, ainda que os recursos sejam diversos, suas aplicações e implementações devem ser medidas pelo professor/formador de forma gradual, consciente e orientada. Para as instituições de ensino vale estimular as primeiras iniciativas, motivar os professores e apresentar o modelo de parceria: professor (conteudista) e desenvolvedor (técnico).

O professor não precisa ser expert em tecnologia. Com auxílio necessário ele pode e deve manter o foco no ensino, na pedagogia.
Um dos receios e problemas mais comuns é a utilização do CTRL+C e CTRL+V por parte de alunos mal intencionados.

Isso é fato: caso o professor resista ao uso da tecnologia, poderá premiar um trabalho plagiado. Por que não repensar a proposta do trabalho para vencer essa dificuldade? Se tentássemos elaborar melhor, remanejar o prazo e, em vez de solicitar trabalhos sobre temas discutidos há décadas, solicitássemos propostas de novas soluções para velhos problemas?

Temos a grade e os conhecimentos “obrigatórios”, além da criatividade para trabalhar com mais esta aliada, a tecnologia.

E-Learning, Eletronic Learning, aprendizagem por meios eletrônicos… todos juntos. Atualmente o termo está associado à internet, devido à facilidade de acesso, rápida publicação, edição, atualização, ferramentas de colaboração, entre outros recursos. No entanto é muito mais abrangente e envolve qualquer dispositivo eletrônico que possa transmitir conhecimento e proporcionar aprendizado.

Entre as modalidades do e-Learning, temos:

  • Assíncrono: o conteúdo fica disponível constantemente e o aprendizado acontece de forma individual;
  • Síncrono: conteúdos com horários predeterminados, em tempo real, e o aprendizado acontece de forma coletiva, por meio da colaboração e troca de informações;
  • Blended Learning: reúne os dois anteriores e complementa com outros recursos mais aulas presenciais;
  • M-learning: Mobile Learning, aprendizagem móvel que depende essencialmente da tecnologia de dispositivos móveis e seus recursos de recepção e transmissão de dados. Com os novos padrões e tecnologias da telefonia móvel, os novos pacotes de serviços devem impulsionar e viabilizar essa modalidade.

Em qualquer modalidade, a relação professor-aluno é tão importante quanto no modelo presencial, até mais devido à ausência física, que pode ser compensada por um atendimento muito mais específico e individual. Esse elo deve ser preservado e o professor deve fazer sua manutenção constantemente.

Igualmente importante e entre as novas responsabilidades do professor está a relação aluno-aluno, em que o conhecimento será construído de forma colaborativa para o enriquecimento de todos.

Por exemplo, em um seminário sobre educação, tanto eu quanto os leitores desse tema têm igual poder de opinião. Não precisamos apenas receber as informações silenciosamente e aceitar de forma mecânica e inconsciente; se aceitarmos será porque concordamos conscientemente com o real significado, e não por medo ou falta de informação.

Nos bastidores do e-Learning há anos, posso comentar sobre a migração de pedagogos das salas de aula para empresas do ramo. Por trás de um bom curso on-line há um profissional pedagogo tão competente quanto um professor em sala de aula.

Entre as características do e-Learning, o primeiro entrave pode ser a transição da pedagogia à andragogia. No entanto, teorias como a Conexionista de Thorndinke e a Taxonomia de Bloom podem ser tão comuns quanto o Behaviorismo, o Cognitivismo e o Construtivismo.

Nas universidades, o e-Learning começou com matérias extras e optativas. Eu mesmo palestrei sobre o tema para envolver alunos e professores no assunto e em algum tempo já estava na grade dos cursos de graduação. Hoje temos cursos completos e pós-graduações, totalmente a distância. Gostaria de ver o mesmo acontecer nas escolas públicas.

Não há tempo a perder: os profissionais que querem manter-se no mercado de trabalho buscam constantemente o conhecimento e investem em novos cursos e meios de aprimoramento profissional. E na vida pessoal incentiva a iniciativa de aprender mais, durante toda a vida, e ser melhor como pessoa, cidadão e profissional.


(*) Ricardo Carvalho (r.carvalho@uol.com.br) é designer, coordenador de desenvolvimento web da MicroPower, professor e especialista em ensino a distância.

A coluna “Desenvolvendo Talentos” da Revista Eletrônica é coordenada por Augusto Gaspar, Diretor da unidade de Professional Services da MicroPower. Comentários e contribuições podem ser enviados para augusto.gaspar@micropower.com.br      Twitter: augustofgaspar

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Fonte: Ricardo Carvalho
Autor: 
 Data: 13/08/2009

 

 


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