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Por Augusto Gaspar (*)

Possibilitar a troca de informações entre os colaboradores sobre pontos de interesse comuns e relevantes para o negocio é uma excelente maneira de acelerar a aquisição de conhecimento, disseminar boas experiências e evitar repetir erros em uma empresa. As experiências boas ou ruins de algumas pessoas passam a ser do conhecimento de todos a partir do momento em que são compartilhadas. Ideias e sugestões também são levadas a todos, permitindo agregar contribuições que poderão torná-las realidade. Além disso, facilita-se o acesso aos mais experientes em cada assunto ou situação, para apoiar outros no momento de necessidade. Todos nós concordamos com essas afirmações, certo? Então, por que as chamadas Comunidades de Prática ainda são tão pouco utilizadas?

Entre as razões, entendemos que as principais são a falta de alguém que assuma a responsabilidade pelo direcionamento da comunidade, o receio de que as comunidades se desvirtuem de seu propósito original e a falta de tecnologia adequada e de fácil utilização.

Comunidades de Prática podem surgir e crescer informalmente, mas estão fadadas a desaparecer e a cair no esquecimento se não houver incentivo da empresa para que elas se mantenham vivas e se não houver “donos”, ou seja, pessoas com o propósito de manter os tópicos atualizados, solicitando colaborações, convidando novos especialistas para contribuir e propondo discussões.

Da parte da empresa, o incentivo pode ser apenas sugerido ou formalizado por meio de metas que serão medidas e avaliadas posteriormente. “Contribuir quinzenalmente para comunidades de prática da sua área de especialização” ou “Publicar um artigo ou resumo de projeto de sua área de atuação por mês” são exemplos de metas que podem ser atribuídas aos especialistas.

Para que as comunidades não se tornem “Orkuts” particulares das empresas, recomenda-se o uso de moderadores. Importante notar que moderador não é censor, e sim orientador, sob pena de as Comunidades caírem em descrédito. O nível adequado de moderação vai depender da maturidade das Comunidades e da cultura de cada organização. A atuação dos moderadores deve ser revista e regulada de acordo com o crescimento das Comunidades, mantendo uma linha coerente com o grau de maturidade destas.

Algumas empresas optam por permitir comunidades não moderadas e contam com o bom senso dos participantes, deixando a cargo dos responsáveis – ou “donos” – de cada uma a tarefa de incentivar a utilização em benefício dos negócios, evitando o desvirtuamento da proposta original. Outras optam por passar todas as contribuições pela aprovação de um moderador, ou seja, cada caso deve ser tratado da forma que melhor se adaptar aos demais elementos de comunicação da empresa naquele momento.

E tudo isso é muito dinâmico, e é saudável que comunidades novas surjam, que mais antigas desapareçam e outras se juntem ou se dividam, dando espaço para que os assuntos relevantes para o negócio no momento sejam tratados.

Especificamente com relação à tecnologia, hoje se encontram facilmente gerenciadores gratuitos para publicações eletrônicas como blogs, por exemplo, e para outros recursos de manutenção dos tópicos publicados e da cadeia de comentários. Esses gerenciadores podem ser hospedados e direcionados a partir da intranet da empresa, ou, nos casos de comunidades abertas aos clientes e ao público em geral, pela internet. Não é mais necessário ser um especialista em informática para publicar informações e gerenciar comentários recebidos.

Portanto, não há desculpas para não utilizar essas Comunidades em sua empresa. Sugiro que você pesquise quem já utiliza, escolha o melhor modelo para a sua empresa e crie uma comunidade-piloto. Os resultados vão te surpreender em pouco tempo.

 (*) Augusto Gaspar é Diretor da unidade de Professional Services da MicroPower e coordenador da coluna “Desenvolvendo Talentos” desta revista. Comentários e contribuições podem ser enviados para augusto.gaspar@micropower.com.br      Twitter: augustofgaspar

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Fonte: Augusto Gaspar
Autor: 
 Data: 14/09/2009

 

 


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