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Fronteira do conhecimento

O dilema das Organizações é manter ou acelerar a taxa de eficiência, eficácia e excelência que se configurem em resultados operacionais positivos e crescentes. Para isso a hábil utilização dos fatores de produção , a identificação de oportunidades de negócios, produtividade e vantagens competitivas as mais duradouras possíveis são requeridas de forma sistemática.

Hoje reconhecidamente é a educação que possibilita aos gestores manter vivas as Empresas ao alcançarem esses objetivos, contudo o acesso á educação é universal e a tendência é que os instrumentos por ela disponibilizados permitem igualar as competências requeridas para competir .

O fato é que a complexidade do mercado remete-nos cada vez mais à solução de uma equação perversa: de um lado, a necessidade de mais recursos; e de outro, a necessidade da redução acentuada dos custos. Essa equação nos leva a duas questões: que tipo de educação gerencial temos e qual é a necessária para construir vantagens competitivas mais duradouras? A que temos pressupõe que o indivíduo, ou grupos “ esqueçam o que são” para a absorção de novos conceitos; preconizam que esse ato de resignação e conformismo pode nos levar à prática dos seus pressupostos.

Em tese, a absorção das ferramentas ( qualidade total, reengenharia, reestruturações, competências, etc) e sua prática devem compatibilizar eficácia e gestão, redundando em resultados positivos. Constituem-se modelos baseados em qualidades preestabelecidas e organizadas em princípios inquestionáveis, por assim requeridos para o sucesso empresarial.

Tecnicistas e dogmáticas vendem praticidade e possibilidade de aplicação imediata. Refuto-as, sim, mas não as sacrifico no altar da verdade; as ferramentas aqui consideradas, na prática, apresentam virtudes, a exemplo da valorização do trabalho em grupo, estruturas planas ,quebra da rigidez hierárquica. Se os valores destinados a melhor competir, entretanto, começam a fazer água, quando prometem interiorizar, nas Organizações, excessiva confiança, certezas e receitas para a solução imediata de problemas independentemente da sua natureza.

A zona de conforto disso resultante constitui-se maior perigo para as Empresas, visto que fora das suas paredes é exatamente o inverso o que está ocorrendo. No externo, a estruturação da oferta e da demanda, no que diz respeito ao mercado em que a empresa atua, diz-lhe respeito , mas nela, só limitadamente pode interferir, o mesmo ocorrem com as estratégias dos concorrentes, crises, gargalos para crescimento e existência de produtos complementares.

A complexidade do mercado saiu definitivamente do conceito para a realidade, como bem demonstra a necessidade freqüente de reestruturações organizacionais e a atual crise. A dificuldade de prever os rumos do mercado na microeconomia e a influência do ambiente macroeconômico, aliadas às certezas de como atuar, nesse ambiente complexo, explicam por que algumas empresas sobrevivem e crescem e outras morrem.

Isso posto, que tipo de educação gerencial é necessária para mover-se, empresarialmente, num terreno pantanoso? Obviamente, não são as certezas de como atuar, o instrumento ideal. Como vimos, não estamos diante da simplicidade, ao contrário, devemos desconfiar dela.

É a complexidade que marca cada vez mais o universo do conhecimento e sua aplicabilidade no mundo empresarial e no seu entorno político, econômico e social. FRONTEIRA DO CONHECIMENTO significa que o saber, em qualquer campo de atuação, destitui-se de seu caráter de “ Verdade Acabada”, de que decorria a certeza de explicar o mundo.

Frente a problemas é mais produtiva uma pergunta que, por qualquer razão, ainda não foi feita, do que uma resposta pronta que reverta em ações inadequadas. Isso, obrigatoriamente, implica uma nova forma de se entender a Razão. Ela é humana e deixa de ser fonte que, inexoravelmente, faz jorrar a Verdade, para se constituir instrumento de busca do conhecimento, ao utilizar-se do questionamento sistemático, e não se desprezarem todos os recursos que possam auxiliar na tarefa de elaborar a questão correta . e dela decorrente, a solução apropriada. DO MISTÉRIO PARA O PROBLEMA, DO COMPLEXO PRA O SIMPLES, EIS O NOSSO DESAFIO.,De que ainda mais se constitui a FRONTEIRA DO CONHECIMENTO como instrumento auxiliar para gestão de resultados empresariais e pessoais?

Dada a complexidade do mercado e de seus componentes não se trata de apresentar uma lista de passos a seguir, mas de um conjunto de princípios que instiguem a mente, e necessariamente, faz pensar.

O ponto essencial é que Natureza Humana e Ambiente são de idêntica importância para a educação universal e cruciais para o desempenho das atividades do homem. Aplicáveis ao exercício gerencial, é necessário demonstrar que a neurociência, a antropologia e a filosofia constituem-se poderosas ferramentas ao redimirem o caráter libertário do homem.

Assim sendo, possibilitam uma retomada de argumentos que exercem influência direta para a compreensão do sentido e do objetivo das organizações de qualquer natureza.
Se cabe às ciências da administração a responsabilidade da obtenção de resultados para o sucesso empresarial e pessoal, é paradoxal como o s modelos de gestão afastaram-se daquelas disciplinas, a ponto de condená-las ao campo do predomínio intelectual estéril, em razão da sua aparente incapacidade de colaborar na solução de problemas de gestão pratica e prementes quer no planejamento estratégico .quer no dia-a-dia das empresas.
Diante da complexidade,a integração de campos do conhecimento traz evidentes vantagens e ampliação do arsenal de instrumentos de análise cruciais para a solução de questões de mercado em tempos de bonança, mas , e principalmente, em tempos de crise.

Neurociência, Antropologia e Filosofia, poderosos instrumentos científicos ,teimam em elucidar e esclarecer que FRONTEIRA DO CONHECIMENTO é um conjunto de saberes necessários à educação de quem faz negócios visto que, se o profissional não estiver racional e afetivamente envolvido com a empresa, jamais demonstrará seu talento e, por conseqüência, a contrapartida de seu potencial criativo e produtivo. Quais são esses saberes demonstrados a exaustão cientifica? São eles:

Ao nascer, não somos tábula rasa; inexiste a possibilidade de “moldar pessoas” a idéias de comportamento; distorção da natureza humana é produto de ideologização radicais de esquerda ou de direita; organizações não são passíveis de construções globais de cima para baixo; preferências culturais e particularismos jamais serão substituídos, in totum, por padrões de comportamento de massa; mente e corpo são uníssonos; emoção não é substituta da razão, é auxiliar e aumenta a eficiência do raciocínio e sua velocidade.
FRONTEIRA DO CONHECIMENTO não é um método, modelo, receita ou auto-ajuda. Significa o encontro da razão e da emoção que, se não tratadas de forma isolada, desempenham papel determinante nos comportamentos racionais condizentes com as exigências competitivas num ambiente globalizado.

Dessa forma, no ambiente tenso das reuniões executivas, podem não significar perda de tempo, mas componentes críticos e absolutamente relevantes para os resultados. Se existe um projeto humano na empresa como parte da sua estratégia de negócios, seu sucesso dependerá essencialmente de que mente (razão) e corpo(emoção) são manifestações da mesma substância e, portanto, não conflitantes e independentes.
Estar na FRONTEIRA DO CONHECIMENTO, objetivando um desempenho gerencial cada vez mais eficiente significa: ser capaz de revelar e de possibilitar a aplicabilidade das habilidades inatas dos gestores e as correlacionar com as competências apropriadas;
integrar o inato à cultura da Organização, focando resultados e benefícios pessoais;
preservar o equilíbrio entre assertividade pragmatismo) e espontaneidade (reflexão,analogia e criatividade).

Os ensaios e exercícios práticos da FRONTEIRA DO CONHECIMENTO permitirão às Organizações Empresariais uma educação gerencial voltada a compreender, administrar e encaminhar soluções de negócio mais apropriadas, frente a um mercado que, cada vez mais, se caracteriza por

diversidade cultural,que gera conflito, teimando em desafiar os processos de globalização;
regionalização e peculiaridades do mercado; pressão por resultados operacionais elevados,independentemente, do cenário macroeconômico; redução do custo da formação de recursos humanos; sentido de urgência em um mercado mutante e exigente.
Recursos Humanos competentes para compreender e gerir mudanças de forma contínua preservando a identidade cultural e humana bem como eficiência em termos de competitividade é um novo filme intitulado FRONTEIRA DO CONHECIMETO cujas cenas principais evocam a quebra do conhecimento convencional, estabelece novos paradigmas, resgata a natureza humana e integra-se ao meio de forma decisiva para obtenção de resultados positivos e crescentes para a sustentabilidade empresarial.


(*)Carlos Faccina é presidente da Business School São Paulo. Atuou na Nestlé, onde foi Diretor de Recursos Humanos e Diretor de Assuntos Estratégicos, Corporativos e Relações Governamentais e Presidente da Fundação Nestlé de Cultura. Professor Universitário em renomadas universidades. Atualmente exerce a função de chanceler na Universidade Anhembi Morumbi e BSP da rede Laureate International.

A coluna “Desenvolvendo Talentos” desta revista é coordenada por Augusto Gaspar, Diretor da unidade de Professional Services da MicroPower. Comentários e contribuições podem ser enviados para augusto.gaspar@micropower.com.br.

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Fonte: Carlos Faccina
Autor: 
 Data: 26/10/2009

 

 


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