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Choque de gerações

Por Laerte Leite Cordeiro (*)

De tempos em tempos os professores, consultores e palestrantes descobrem novos assuntos, novas abordagens, novos temas para o seu marketing profissional, gerando novos livros, novos seminários, artigos para revistas especializadas, novas aberturas para os trabalhos de consultoria e assim por diante.

Cresce atualmente no mercado uma dessas descobertas, que começa, aparentemente, seu ciclo de relevância, até que outra a ela se sobreponha. Referimo-nos aos conceitos de “Geração X” e “Geração Y”, temas que já andam por aí há algum tempo e que podem ser vistos, ouvidos e lidos em inúmeros sites, artigos e publicações e que já são objeto de cursos, seminários e encontros de desenvolvimento gerencial.

Quando começamos a ouvir falar desses novos conceitos, entendemos que era até o velho Douglas McGregor que ressurgia com seu não menos velho “O Lado Humano da Empresa”, caracterizando lideranças do tipo X – essencialmente autocrática – e tipo Y – essencialmente democrática – fluindo ainda dos resultados das pesquisas de Elton Mayo e seus colaboradores. Mas embora possa haver alguma conexão distante, não é de McGregor que se está falando.

À medida em que o novo assunto da moda vai se espraiando no meio profissional e acadêmico, percebemos que na realidade estamos separando grupos profissionais por idade, conhecimentos e experiências vividas, de alguma forma obsolescendo os componentes da Geração X e caracterizando os jovens executivos da Geração Y como mais atuais.

A Geração Y se compõe, para muitos autores, de profissionais nascidos entre 1978 e 1994 e que foram – e ainda estão sendo – criados num ambiente empresarial de mudanças sociais e tecnológicas de velocidade estonteante, sujeitos a um bombardeio de coisas novas, como talvez não tenha ocorrido igual em qualquer outro momento da vida humana neste nosso Planeta. Seria cansativo lembrar de tudo que é novo e que a grande “tsunami” das últimas décadas arrastou para cima de todos nós recordando, porém, que os profissionais da Geração Y nasceram dentro dela, certamente com mais facilidade para conviverem com tudo que ela trouxe, de bom e não tão bom. Na administração das empresas, por exemplo, não se pensa mais em longas carreiras, muito formalismo, tradições e vive-se mais agitação, novos e dinâmicos valores, um mundo de tecnologia, sistemas de comunicação incríveis e por aí afora, sem esquecer das reengenharias, dos downsizings, da terceirização, dos core business e do consumo virtual.

A Geração X é a dos profissionais mais velhos de idade, nascidos antes e até bem antes de 1978 e que, segundo se entende, foram plasmados num ambiente social e empresarial muito diferente daquele que vem caracterizando a Geração Y. É a Geração dos pós-guerras, do “boom dos babies”, da Viagem à Lua, da Televisão Colorida, do Computador, do Mal de Alzheimer, de Peter Drucker, dos cursos de Administração no Brasil, da Indústria Automobilística, de Brasília e tanta coisa mais, sem querermos nos perder na velha História. Isso para não mencionarmos profissionais de 70 e mais anos que ainda estão liderando empresas e países e que talvez devessem ser categorizados como Geração Z.

Não nos parece que agrupar pessoas e profissionais desta ou daquela forma e dar nomes a esses grupos seja tão relevante, salvo se tal caracterização puder nos ajudar a todos, velhos e moços, a entender melhor o que está acontecendo para todos nós, a facilitar as relações humanas entre pessoas, a produzir resultados que beneficiem as sociedades e promover o entendimento entre gerações diferentes.

O que não pode, nem deve acontecer, é que uns vejam outros como necessariamente arcaicos, velhos, anacrônicos, atrasados ou despreparados e que outros vejam uns como irreverentes, “cabeças frescas”, imaturos, agressivos e incompetentes.

O melhor, é claro, é constatar que obviamente as gerações se sucedem e que são diferentes, mas que cada uma tem a sua contribuição a oferecer. Se o profissional mais jovem tem a vantagem de ser produto do contexto mais atual e de lidar melhor nele do que talvez o profissional forjado em quadras anteriores, não é menos verdade que o mais velho, além de poder se atualizar com as coisas mais novas, tem a vantagem de ter mais experiência, cuja relevância até hoje ninguém pode negar.

E é assim que vemos as Gerações X e Y de que tanto se fala atualmente: gerações diferentes, com capacidade de contribuição diferente, mas igualmente importantes, cada uma com seu perfil próprio a fazer melhores resultados para as empresas e para as pessoas. Uma visão diferente desta colocará as gerações num conflito que ninguém pode desejar, ensejando guerras internas nas organizações, as quais certamente ninguém pretende, para agora ou para o futuro.

O que imaginamos é o conjunto X, Y e Z trabalhando harmonicamente, aproveitando-se umas da contribuição das outras, para que a Sociedade e as empresas possam se beneficiar, sem se esquecer de que uma Geração V (Virtual?) vem por aí.

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Fonte: Laerte Leite Cordeiro
Autor: 
 Data: 13/11/2009

 

 


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