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Empregabilidade ainda e sempre!

Prof. Laerte Leite Cordeiro ( * )

Tema que se tornou moda desde que as sucessivas crises de mercado e os planos econômicos governamentais fizeram o mercado de trabalho para executivos oscilar com frequência e amplitude ao longo dos anos, a Empregabilidade continua sendo motivo de preocupação tanto para os executivos empregados quanto para aqueles que perderam ou perderão seus empregos.

Empregabilidade pode significar coisas diferentes para pessoas e organizações, embora o conceito mais aceito pelos autores e profissionais de Recursos Humanos, lançado pelo presidente de uma grande empresa no Brasil, é o de que:

Empregabilidade é a condição individual de cada profissional de poder oferecer, ao mercado, um perfil de qualificações compatível com as constantes e mutáveis exigências das empresas. [Ou, alternativamente] Empregabilidade é o quanto um profissional atende às exigências das empresas, no que respeita às qualificações necessárias ao desempenho das funções de sua especialidade.

Obviamente, quanto mais o executivo seja compatível ou quanto melhor atenda às exigências das empresas, tanto maior sua empregabilidade no mercado. A recíproca é também verdadeira. Portanto, cada profissional tem maiores ou menores chances de obter um novo emprego no mercado – ou de manter o emprego que tenha –, dependendo de como atenda ao que sua empresa ou o mercado espera dele, naquele momento.

É preciso não se esquecer de que, ao falar de Empregabilidade – mais alta ou mais baixa –, está se falando de uma condição profissional mutável, diante da qual um executivo poderia ter alta empregabilidade no ano 2000 e ser um dinossauro desempregado em 2010. Bastaria que tivesse se acomodado em sua Zona de Conforto, já alcançada naquela década e se esquecido de que a empregabilidade é mutável, dependendo das mudanças do contexto profissional de cada executivo.

Para a nova década que vem por aí, já é possível estimar algumas das qualificações que empresas, mercado e sociedade estarão cobrando de cada executivo para lhe dar uma nota alta quanto à sua Empregabilidade. Seria importante que cada executivo olhasse para o seu próprio perfil numa autoavaliação de qualificações, comparando-as com os requisitos gerais atuais e estabelecesse a própria empregabilidade, alta ou baixa.

Para ajudar, entendemos que mais alta empregabilidade será dada àquele executivo que atualmente ofereça o que o mercado estará procurando, de acordo com a seguinte lista:

- Alta escolaridade formal
- Investimento pessoal no aperfeiçoamento profissional
- Fortes conhecimentos em Tecnologia da Informação
- Proficiência em Inglês e Espanhol
- Experiência e evolução compatível da carreira
- Trajetória de contínua ascensão hierárquica
- Atualização de conhecimentos gerais
- Envolvimento em temas e instituições socioambientais
- Elevada competência no relacionamento com pessoas
- Atuação compatível com as modernas competências gerenciais
- Visão planetária

Empregabilidade Ainda e Sempre!

Ainda tentando colaborar, parece oportuno mostrar também que se há fatores contribuintes para a alta empregabilidade, há alguns embaraços de conduta, algumas atitudes negativas, que, entre outras, certamente, em nossos dias, puxarão para baixo a empregabilidade de um executivo. A nosso ver, alguns desses fatores negativos são:

- O anonimato
- A dependência
- A inflexibilidade
- A superficialidade
- O imobilismo
- O derrotismo
- A miopia

Um tal conjunto de atributos poderá facilmente levar uma carreira ao desastre ou ao amortecimento, reduzindo a empregabilidade e criando as condições para tornar difícil o progresso hierárquico e até mesmo a permanência no emprego. Para não falar da dificuldade de conseguir uma nova oportunidade no mercado de trabalho.

Parece, afinal, oportuno, também recomendar alguns caminhos para aquele executivo que não quer se deixar ficar para trás na sua empregabilidade:

1. Compare continuamente seu perfil pessoal e profissional com as exigências atuais do mercado.
2. Perceba onde estão as discrepâncias mais flagrantes.
3. Busque corrigir as distâncias pelo autodesenvolvimento e pela busca de apoio de sua empresa.
4. Não espere sua empresa ajudá-lo a melhorar sua empregabilidade.
5. Algumas empresas estão alertas para a empregabilidade do seu pessoal. Mas nem todas. Não se deixe virar “dinossauro”. Invista em você já!

Em conclusão, Empregabilidade é sempre um tema atual. Ela explica por que alguns executivos crescem em suas carreiras e alcançam sucesso profissional, enquanto outros percebem sua vida profissional estagnada e morna. O sucesso não decorre apenas da alta empregabilidade; há fatores como sorte ou laços familiares que explicam o êxito de alguns. Mas se o executivo não quiser depender apenas desses fatores incontroláveis, invista em sua Empregabilidade!



( * ) Laerte Leite Cordeiro é Economista e Mestre em Administração, Consultor em Gestão Estratégica de Pessoas e Diretor Geral da Laerte Cordeiro Consultores em Recursos Humanos em São Paulo. Dezembro/2009.

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Fonte: Laerte Leite Cordeiro
Autor: 
 Data: 18/12/2009

 

 


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