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Geração Y: Você é desta geração?

Eles são jovens, espertos e ousados. Usam chinelo no escritório ou ouvem iPods em suas mesas. Eles querem trabalhar, mas não querem que o trabalho seja a sua vida.

Esta é a Geração Y. Milhões de pessoas que pela primeira vez estão ingressando em suas profissões e tomando seu lugar no mercado de trabalho incrivelmente multigeracional.

Fiquem prontos, pois esta geração, cujos membros ainda não atingiram os 30 anos, é diferente daquela que veio antes deles, conforme pesquisadores e autores como Bruce Tulgan, o fundador de New Haven, CNN, baseado no Rainmaker Thinking, que estuda a vida de pessoas jovens.

Esta geração está ingressando no mercado de trabalho numa época marcada pela maior mudança demográfica de todos os tempos, e as empresas nos EUA estão com a sua força de trabalho envelhecendo. Pessoas com 60 anos de idade estão agora trabalhando ao lado de pessoas de 20 anos: recém-graduados do colégio com mente fresca estão supervisionando trabalhadores que poderiam ser seus pais.

E os novos iniciantes no trabalho estão trocando suas profissões mais rápido do que os estudantes passam de série, criando frustração para os empregadores, lutando para reter e recrutar talentos de alta performance.

Diferentemente das gerações que vieram antes, a Geração Y tem sido cuidada, nutrida e programada com inúmeras atividades desde as fraldas. Isso significa que eles são ao mesmo tempo voltados para alta performance e alta manutenção, diz Tulgan. “Eles também acreditam no seu próprio valor”.

A Geração Y responde muito menos aos tipos de comandos e controles tradicionais de gerenciamento ainda populares. É a maioria da força de trabalho de hoje, diz Jordan Kaplan, um professor associado à ciência de gerenciamento na Universidade de Lond Island, Brooklin, Nova York. Eles cresceram questionando seus pais e agora estão questionando seus empregadores. Eles não sabem se calar, o que é ótimo, mas isso é um agravante para o gerente de 50 anos quando diz: “Não faça isto, não faça aquilo”.

A filosofia “Speak-your-mind” ou “Estimule a sua mente” faz sentido para Katie Patterson, uma executiva da Edelman Public Relations em Atlanta. Aos 23 anos, veio de Yowa e agora divide uma casa com dois colegas. Todos gostam de colaborar uns com os outros e veem a maioria de seus amigos querer dirigir seu próprio negócio, porque assim podem ter a sua independência.

Eles dizem: “Nós estamos desejosos e sem medo de mudar o status quo”. “Um ambiente onde a criatividade e a independência de pensamento são procuradas será atraente e positivo às pessoas de minha idade. Nós somos muito independentes e hábeis tecnicamente”.

Muito se sabe da Geração Y:

Eles têm dicas para finanças


Depois de presenciar a insegurança financeira que baseou as gerações anteriores, pela época de desemprego e falências, os novos integrantes da força de trabalho são geralmente hábeis, seguros financeiramente, quando se diz respeito a dinheiro e poupança. Eles se preocupam com benefícios de planos de aposentadoria.

A pesquisa de compras da NY – Diversified Investment Advisors aponta que 37% da Geração Y pretende começar a poupar para a aposentadoria antes de chegar aos 25 anos, com 46% destes já trabalhando, e para 49% destas pessoas os benefícios da aposentadoria são importantes fatores na escolha do emprego. Entre a Geração Y, 70% contribuem para seu plano de aposentadoria.

Paterson, que trabalha em Edelman, já tem um planejamento financeiro, e a companheira de trabalho Jennifer Hudson, de 23 anos, está poupando para o futuro: “Eu já sabia sobre o IRA / Roth (Poupanças para aposentados americanos, isentas de impostos) aos 17 anos. Eu aprendi isso na aula de economia”, diz Hudson, um executivo de contas em Atlanta e da Universidade de Alabama. “Minha geração é muito mais realista. Nos estávamos no colégio quando percebemos a quebra de empresas e o desemprego”.

O equilíbrio na vida no trabalho não é um mar de rosas

Diferentemente dos boomers (pessoas nascidas logo após a segunda guerra mundial), que tentaram priorizar a carreira em relação à família, os trabalhadores mais jovens estão interessados em fazer com que seu trabalho permita acomodar sua família e a vida pessoal. Eles querem um trabalho que seja flexível, opções de trabalhar em casa pelo computador e a possibilidade de serviço de meio período ou de deixar a força de trabalho temporariamente, quando as crianças estão na prioridade.

“Existe um maior valor à autossatisfação”, diz Diana de San Diego, de 24 anos, que mora com os pais em São Francisco e trabalha ajudando a preparar estudantes para o mercado de trabalho mundial através do programa do colégio Parachute. Depois de 11 de setembro, há a consciência de que a vida é curta e que deve ser mais valorizada.

Mudar, mudar, mudar

A Geração Y não espera permanecer no emprego ou na carreira por muito tempo. Viram escândalos que implodiram grandes corporações como Enron e Arthur Andersen, nos Estados Unidos, e têm duvidas sobre conceitos como lealdade dos empregados, diz Tulgan.

Não gostam de ficar por muito tempo em qualquer compromisso, esta é a geração de tarefas múltiplas. E eles podem viajar pela internet, comunicar-se por e-mail, pelos seus Blackberrys (computadores de mão), ao mesmo tempo em que falam nos celulares enquanto conversam on-line.

Eles acreditam no seu autovalor, valorizam-se suficientemente e não são tímidos na hora de tentar trocar as empresas para as quais trabalham. Isso pode ser comparado à Geração X, a geração nascida entre 1960-70, conhecida pela sua independência de pensamento, favorável a mudança e enfatizando a família.

Eles são como a Geração X em forma de asteroides, diz Tulgan. Eles giram em torno do trabalho com altas expectativas sobre si mesmos, assim como de seu empregador. Se você pensa que viu um estouro quando a Geração X entrou no trabalho, isso era falso e o reflexo está vindo agora. (Nota – a Geração X era representativa de uma geração de contestação ao sistema vigente, principalmente o capitalista, e hoje fazem parte normal deste sistema.)

Tulgan, coautor de Managing Generation Y com Carolyn Martin, e que coordena sessões de treinamento em empresas sobre como preparar e reter a Geração Y, diz que um exemplo recente é uma jovem mulher, que começou um trabalho numa empresa de cereais. Ela apareceu no primeiro dia com uma receita para um novo cereal que ela inventou.

Conflitos quanto à vestimenta casual

No lugar de trabalho podem aparecer conflitos, ressentimentos por causa de uma série de fatores, mesmo sobre assuntos aparentemente inócuos, como aparência. Um exemplo é quando uma geração acostumada à vestimenta casual, como chinelo de dedo, tatuagens e calça capri, se encontra com uma roupa mais formal exigida no escritório.

Angie Ping, de Alvin no Texas, vive com chinelos, mas trabalha num escritório onde não pode fazer isso. A política de algumas empresas com relação à vestimenta adequada em escritório parece completamente retrógradas para mim, diz Ping, da Internacional Facility Management Association. “Uma nova medida para a vestimenta de trabalho nesta estação é a moda masculina inspirada nas calças capri, que veste tão bem como as outras quando comparadas, mas as calças capri não são permitidas na minha organização”.
A Geração Y se sente totalmente confortável com tecnologia. Enquanto os cinquentões preferem um telefonema ou encontro pessoal para falar sobre um tópico importante, os trabalhadores jovens podem preferir solução virtual do problema.

Conflitos também podem aparecer no estilo de gerenciamento. Diferentemente das antigas gerações, que em grande parte estavam acostumados a revisões anuais, a Geração Y cresceu dentro de constante feedback e reconhecimento dos professores, pais e orientadores e pode se ressentir e se sentir perdida se a comunicação com os patrões não for mais regular.

A geração do novo século tem estimulado as crianças a serem mais autocentradas, diz Cathy O’Neill, vice-presidente sênior no gerenciamento de carreiras na empresa Lee Hecht Harrison in Woodcliff Lake, NY. “As suas expectativas são diferentes. Eles esperam que lhes digam como estão indo, com muito mais frequência do que os mais velhos”.

Matt BerKey, 24 anos, um escritor da ST Louis Small Business Monthly, diz que muitos da sua geração viajaram e tiveram muitas experiências enriquecedoras para o seu desenvolvimento. Com isso, pode haver um choque com as gerações mais antigas que se veem como competitivas e não como habilidosas. “Estamos surpreendendo por conseguirmos nosso trabalho e nosso dinheiro”. Nós queremos o trabalho monopolizador de direita longe”, ele diz. “Parece que nossos pais nos enganaram. Tudo é possível. Nós tivemos aulas de karatê, futebol e muitas outras coisas. Mas eles não deram valor à nossa habilidade social. Eles não tratam os antigos empregados como deveriam”.

Os empregadores estão examinando novas maneiras de recrutar e reter e estão tentando atrair os trabalhadores mais jovens e flexíveis no trabalho e outras qualidades, geralmente atrativas da Geração Y.

No Abbot Laboratories de Chicago, os recrutadores estão abordando estudantes de colégio, dizendo a eles sobre os benefícios como escalas de trabalho flexíveis, telecomunicação, reembolsos e uma monitoração on-line.

Bonificação e recrutamento

Aflac, uma seguradora com base em Columbus, GA, destaca-se pelas bonificações, como dar recompensas como folga, escalas flexíveis de trabalho e reconhecimento constante para seus funcionários.

A Xerox está indo para o recrutamento de estudantes que se destacam nas escolas de ensino técnico ou profissionalizante ou “core colleges”, como a empresa se refere a universidades que têm o tipo de talento de que a Xerox precisa. Por exemplo, The Rochester Institute of Technology é uma core school para a Xerox recrutar, pois tem programas fortes de engenharia e ciências relacionados com os negócios da empresa.

A Xerox está usando o slogan “autoexpressão” como forma de descrever o perfil dos candidatos que busca. A esperança é que o slogan seja chamativo para aqueles que pertencem a esta nova geração, que possui o desejo de desenvolver soluções e mudanças. Quem recruta também aponta para a importância da diversidade na empresa; a Geração Y é um dos muitos e diversos grupos demográficos, um entre três é minoria.

“Geração Y – Isto é muito importante”, diz Joe Hammill, diretor da aquisição de talentos “Xerox, ou outra empresa, visualiza esta força de trabalho emergente como o futuro das organizações”.

Mas algum conflito é inevitável. Mais de 60% dos empregadores dizem que eles estão experimentando tensão entre os empregados das diferentes gerações, conforme pesquisa de Lee Hecht Harrison.

A pesquisa indicou que mais de 70% dos trabalhadores mais velhos estão desvalorizando as habilidades dos trabalhadores mais jovens, e perto de 50% dizem que os mais jovens estão desvalorizando as habilidades dos companheiros de trabalho mais velhos.

Jennifer Lewis, assistente executiva, aprova as despesas e mantém o acompanhamento dos dias de folga dos empregados. O que ela diz poder ser recompensa porque ela é muito mais nova do que suas companheiras de trabalho. Ela se reporta ao presidente do departamento de design da sua companhia.

“As pessoas que têm trabalhado aqui há 10 anos precisam fazer relatórios a alguém de 22 anos”, diz Lewis. Ela também fala em seus e-mails disso: “Eu sempre tenho que mentir sobre a minha idade para conseguir um certo grau de respeito que quero ter de meus companheiros de trabalho”.

Lewis, sênior no Hunter College in New York, tenta não dizer às pessoas que ela é uma estudante por medo de parecer “uma jovem garota do colégio”. Ela paga aluguel e paga sua própria escola e gasta o tempo tendo aulas de culinária e cerâmica.

“Mas tem vantagens em ser jovem também. Conheço muito de computador”, diz ela, “e por isso as pessoas precisam reportar-se sempre a mim".

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Fonte: Por Stephanie Armour
Autor: 
 Data: 15/01/2010

 

 


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