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Carreira da mulher vale menos?

Gostaria de compartilhar uma visão diferenciada sobre a questão da remuneração das mulheres em relação aos homens. Acredito que algumas avaliações são feitas olhando para o retrovisor e não fazem justiça ao que realmente acontece nas empresas.

No dia 8 de março, saiu nova versão da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE, implantada em 1980. O documento apresenta indicadores do mercado de trabalho nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

A pesquisa indicou que o rendimento de trabalho das mulheres, estimado em R$ 1.097,93, continua sendo inferior ao dos homens (R$ 1.518,31). Em 2009, comparando a média anual dos rendimentos dos homens e das mulheres, verificou-se que, em média, as mulheres ganham em torno de 72,3% do rendimento recebido pelos homens. Em 2003, esse percentual era 70,8%.

O dado, por si só, apresenta uma variação concreta. Mas as análises que foram feitas sobre ele me passaram uma sensação de maniqueísmo, limitando a análise sem considerar o que já podemos ver na prática nas organizações. Tive essa sensação durante o debate promovido por Heródoto Barbeiro na rádio CBN, no programa que reúne diariamente Heitor Cony, Artur Xexéo e Viviane Mosé, com o tema “Diferença de salários entre homens e mulheres não surpreende”. Para mim ficou a impressão de que é inevitável para uma mulher receber menos (como uma prática institucionalizada) condenada a uma carreira sempre inferior ao dos homens. Parece que a carreira delas vale menos e não reconheço isso no mercado.

Embora, no geral, isso possa acontecer, alguns pontos importantes devem ser obrigatoriamente levantados, olhando para o presente para desenhar o cenário futuro. E aí eu vejo um quadro totalmente diferente.

As empresas pequenas, médias, nacionais e multinacionais,devido ao fator competitividade, não sobrevivem sem colaboradores eficientes e envolvidos. Para isso, mantêm uma política de remuneração que contrata e paga por mérito e não em função do gênero.

As vantagens, cada vez mais efêmeras e transitórias, só resistem ao tempo e ao mercado quando suportadas por gestão e performance adequadas. Em certas funções e áreas do conhecimento, já existe um predomínio de mulheres com salários iguais ou superiores ao dos homens, a exemplo do marketing (principalmente de produtos de consumo duráveis e não duráveis), recursos humanos, sustentabilidade, vendas, comunicação, atendimento ao consumidor, pesquisa acadêmica, entre outras. Uma nova área de competição sadia, que envolve qualidade profissional e não de gênero, abre-se também na informática.

Quando iniciei minha carreira de professor universitário, na década de 70, as classes, independentemente do curso (exceção feita às carreira destinadas ao magistério), eram predominantemente masculinas. Como permaneci por longos anos na atividade universitária, pude constatar que hoje, em grande parte dos domínios do saber (Economia, Engenharia, Informática e Administração) existe um equilíbrio entre homens e mulheres – por vezes, as mulheres já predominam. Isso ocorre, também, nos MBA.

Temos de reconhecer que nas profissões que exigem menos qualificação, as diferenças existem, mas mesmo nas denominadas classes C, D e E, as mulheres ganham espaço, visto serem, na grande maioria dos caso, os sustentáculo da família. É bastante revelador que os programas de transferência direta de renda do Governo se dirigem às mulheres como receptoras de renda e controladoras dos benefícios.

Creio que aqui cabe uma analogia. Lannes, marechal de Napoleão, indagou ao Imperador: “Vamos conquistar a China?”. O Imperador respondeu: “Deixem a China dormir, pois quando acordar, vamos ter muito trabalho”.

As mulheres, nas duas últimas décadas, “acordaram” e, conjugando sua inteligência tão bem expressa pelo meu colega Cesar Sousa no BLOG do Líder, ocupam por mérito posições cada vez mais importante nas estruturas corporativas. Elas humanizam e sensibilizam o ambiente de trabalho, tornando-os mais competentes.

Vejo esse futuro de uma forma muito positiva para as mulheres.

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Fonte: Blog do Faccina
Autor: 
 Data: 23/04/2010

 

 


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