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Como não jogar dinheiro fora em treinamento

Tenho ouvido muitas bobagens sobre a quantia destinada ao treinamento. Fala-se que a rotatividade da mão de obra existente não justifica o dinheiro investido. Afinal, treina-se um funcionário para que em pouco tempo ele saia da empresa e todo dinheiro investido é jogado no lixo. A produtividade e a qualidade do trabalho sofrem em conseqüência de uma falsa sensação de ganho financeiro, provocada quando se apertam os investimentos em treinamento. Investir pouco em treinamento pode representar alguma economia, mas por outro lado perde-se bastante dinheiro se o desempenho da empresa for ruim. O resultado desta equação é perder mais dinheiro do que economizar.

A rotatividade costuma ter como uma das causas o pequeno investimento na formação dos funcionários. A pessoa não se sente fiel à empresa por não acreditar que ela o esteja preparando para uma oportunidade de carreira – dentro ou fora dela, ficando facilmente atraída por pequenas diferenças salariais que o mercado porventura ofereça.

Portanto, investir no treinamento afeta o resultado financeiro de diversas formas. O problema está relacionado com o tamanho do investimento. Investe-se pouco ou se gasta tempo e dinheiro para obter-se um resultado pífio.

Muitas empresas têm investido dinheiro em departamentos de treinamento alocando espaço físico e pagando salários. O que acontece com uma freqüência surpreendente é que estas empresas não dimensionam adequadamente os recursos necessários.

O resultado direto deste sub-dimensionamento faz com que os analistas de treinamento tenham tempo para ministrar algumas aulas, mas pouquíssimo tempo lhes resta para analisar os resultados de seus cursos, realizarem reciclagens e, principalmente, preparar material didático adequado.

Muitas vezes lhes falta a expertise em certas áreas cruciais para o exercício de sua atividade. Outras vezes as enxutas estruturas de treinamento não conseguem fazer muito mais do que apagar o incêndio do crescimento ou da alta rotatividade.

A conseqüência é que o treinamento, realizado com estas falhas acaba não trazendo todos os bons resultados de que ele é capaz e a relação investimento versus resultados não fica adequada.

As empresas, como resultado de sua baixa produtividade, cortam recursos e, um dos primeiros lugares onde isto é feito é exatamente na formação do seu pessoal.

Uma solução para isto é contratar recursos externos de consultores para complementar o trabalho de treinar as equipes. Esta solução além de custosa acaba não deixando o conhecimento nas mãos dos analistas de treinamento obrigando a empresa a recorrer constantemente a esta ajuda externa.

Outra forma, mais eficiente, é usar o consultor para estruturar o treinamento de forma que ele prepare a equipe de analistas dando lhes a competência para conduzir o maior número possível de temas com qualidade, desenvolva um programa de formação continuada e prepare material didático adequado.

Sobre material didático vale salientar que a principal falha reside na falta de um bom material de referência após a realização do treinamento. Muitos instrutores desenvolvem boas dinâmicas e bons slides, mas não tem tempo para elaborar um material que possa ser utilizado pelo aluno após o evento (normalmente são feitas simples cópias dos slides).

O resultado é que o conhecimento transmitido no treinamento rapidamente se esvai se não houver um esforço pós-aula.

Portanto, as empresas devem rever os seus investimentos em treinamento, pois muitos recursos estão sendo mal utilizados e o dinheiro investido tem muitas vezes escoado pelo ralo. Pensar de forma estratégica em treinamento pode ser o diferencial competitivo tão procurado.



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Fonte: Francisco Reisner
 Data: 01/11/2008

 

 


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