HomeNotíciasNotícia selecionada
 NOTÍCIAS
Rebeldia tem limites

Os consultores americanos Bea Fields e Scott Wilder, co-autores do livro Millennial Leaders Success Stories From Todays Most Brilliant Generation Y Leaders (Editora Ingram Pub. Services, sem versão em português), acreditam que as empresas ganham em inovação e criatividade ao dar espaço para as contestações. Porém, lembram que a convivência e a eficiência no ambiente empresarial exigem regras básicas. Se o comportamento está atrapalhando a realização do trabalho, é hora de falar sobre limites, afirma Bea Fields, especializada em Geração Y. Nesta entrevista à VOCÊ RH, Bea fala sobre como os líderes podem se relacionar com esses profissionais.

Há algum campo em que profissionais da Geração Y se destaquem?
Os mercados de alta tecnologia são muito sedutores para os Y. Empresas como Google, Sun Microsystems e IBM vêm atraindo profissionais da nova era por causa do entendimento tecnológico e do foco em projetos apoiados em criatividade e colaboração. A área de bancos de investimento também é um terreno propício, assim como órgãos públicos, pois percebem que seu trabalho pode contribuir para mudar o mundo. Eles também se sentem muito confortáveis nos departamentos de marketing, por causa da internet, onde têm acesso a redes sociais e a experiências globais.

Por que as ferramentas mais tradicionais de atração e retenção podem não ser mais eficientes para essa geração?
A velha mentalidade do pague suas contas não funciona mais, porque as pessoas da Geração Y estão muito mais propensas a ter um leque de carreiras ao longo da vida. Elas não estão muito interessadas em permanecer em companhias que tornem sua vida mais difícil, ou que vão demandar toneladas de horas de trabalho antes de uma promoção. Durante
o recrutamento, o gestor deve evitar conversas sobre como fiz e consegui as coisas aqui, que são um belo banho de água fria para elas. Esses profissionais têm repulsa por ternos e regras rígidas. Eles não gostam de proibições.

Qual o melhor jeito de reter esses talentos, então?
O gestor tem de oferecer flexibilidade de trabalho, permitir que trabalhem parte do tempo em casa, oferecer oportunidades de desenvolvimento, permitir que usem parte do tempo para voluntariado e que tenham acesso a redes de relacionamento, inseri-los em novos projetos novos com outras equipes, oferecer feedback e chances de viajar pela companhia e permitir a rotatividade na estrutura da própria empresa.

Alguns dizem que a Geração Y é mais rebelde. Como os gestores devem se comportar em relação a essa atitude?
Para começar, essa natureza rebelde é algo que a Geração Y aprende desde o nascimento e que, na verdade, será um grande ativo no futuro. É preciso um rebelde para gerar mudanças e abastecer as empresas de criatividade e inovação. Então, os líderes devem aprender como canalizar essa rebeldia aos projetos mais criativos da companhia. É importante que desde cedo o líder se sente com os subordinados dessa geração e conheça muito bem cada um, que faça perguntas e ouça o que eles têm a dizer também. Na conversa, eles devem debater os limites e dizer que, se por um lado eles encorajam o espírito rebelde, também há certos limites para a agressividade. Se o comportamento rebelde estiver chateando os outros funcionários ou atrapalhando a realização do trabalho, por exemplo, é hora de conversar a sério sobre isso.



Para enviar esta notícia para um(a) amigo(a):
Clique aqui

Fonte: Você RH
 Data: 20/11/2009

 

 


Voltar

 
Para membros da Comunidade
Learning & Performance Brasil
> Efetuar Login
> Cadastre-se
> Saiba mais
Curta a nossa página no facebook
Siga-nos no twitter

Organização
MicroPower

Promoção
Escola Virtual

e-learning for kids

ABES

ABRH - NACIONAL

ABRH - SP

ADVB

América Economia

bilheteria.com

FNQ - Fundação Nacional da Qualidade

GCSM - Global Council of Sales Marketing

Movimento Brasil Competitivo: MBC

Microsoft

The Winners - Prime Leaders Magazine

Copyright © 2016 - MicroPower®