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Vaga para presidente do Brasil

Como falamos em texto anterior, está em curso um processo de seleção para um dos mais importantes cargos do país: o de Presidente.

O atual ocupante do cargo está com a bola toda. Segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira (17), a aprovação pessoal do presidente Lula se manteve estável em 83%. Este mês, 13% disseram desaprovar o governo Lula, e 4% não sabem ou não quiserem responder.

Em qualquer empresa, substituir um profissional com essa avaliação seria um desafio e tanto, já que as comparações seriam inevitáveis. Mas falaremos dos possíveis candidatos a esse cargo e suas características em um próximo post.

Vamos agora tentar tirar algumas lições avaliando a carreira política do atual Presidente do Brasil?

1. Dificilmente é possível pular etapas em uma carreira. Mesmo que seja uma carreira política. Lula filiou-se ao Sindicato dos Metalúrgicos em 1968. Era identificado com espírito de liderança e carisma, diferenciais que marcaram toda sua trajetória. Em 1969 foi eleito para a diretoria do sindicato dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP) como suplente e, em 1972, foi eleito como um dos diretores titulares. Foi eleito presidente do mesmo sindicato em 1975. Ganhou projeção nacional ao reivindicar reposição salarial em 1977;

2. Construa um caminho novo. A ideia de fundar um partido concretizou-se em 1980. Lula se juntou a sindicalistas, intelectuais, católicos e artistas para formar o Partido dos Trabalhadores (PT), uma nova referência de atuação partidária no Brasil;

3. Persistência em torno de um objetivo. O presidente Lula não teve sempre sucesso em eleições. Depois de ser eleito deputado federal em 1986 com a maior votação do país, amargou derrotas nas eleições presidenciais de 1989, 1994 e 1998. Se você perdeu um processo de seleção, outros virão e é preciso estar preparado para eles;

4. Saber se reinventar. As derrotas serviram de grande lição para o presidente Lula. A análise e o reconhecimento que a mesma fórmula daria no mesmo resultado levou o candidato a repensar posturas e bandeiras. Adotou um discurso moderado, prometendo a ortodoxia econômica, respeito aos contratos e reconhecimento da dívida externa do país, conquistando a confiança de parte da classe média e do empresariado. Em 27 de outubro de 2002, aos 57 anos de idade, com quase 53 milhões de votos, Lula é escolhido para o cargo que tanto almejava;

5. Aprender com o cargo. É inegável que o exercício do poder trouxe experiências amargas para o presidente. Ele precisou aprender a liturgia da função (também para poder romper com ela) e soube adequar suas características próprias e inequívocas em benefício do seu desempenho. Reconheceu as forças políticas (e a necessidade de compor com elas) e usou a seu favor todo carisma estabelecido com a população. O resultado foi a construção de um discurso único que o associa aos pontos positivos do desempenho da gestão pública e ainda o descola dos fatores negativos que envolvem a mesma gestão;

6. Sensibilidade como arma. O presidente é um intuitivo que tem profunda sensibilidade para lidar com os desafios que se impõem ao seu projeto de poder. Usa sua intuição ao extremo e sabe identificar uma oportunidade muito antes de seus pares. Com criatividade e de forma surpreendente para muitos, considerando os parâmetros de conduta e formação esperados antes para quem deveria exercer o cargo, estabeleceu um novo padrão de governo. Seu sucessor, seja quem for, não poder ignorar esse legado;

7. Não há uma única fórmula de sucesso. Temos uma péssima prática de idolatrar pessoas que têm sucesso profissional, transformando-as em mito. Ninguém é insubstituível. No mundo corporativo, muitas vezes já ficou demonstrado que o sucesso é um castelo de areia que leva um bom desempenho e a imagem de seu executor na primeira onda inesperada. Saber reconhecer a humanidade de quem está no cargo e as oportunidades de inovação é um caminho para ocupar o espaço de alguém com muito prestígio. Vamos ver como os candidatos ao cargo vão se sair para superar esse desafio;

8. Imagem é importante, mas não é tudo. Quando se é popular, discurso e atitude se confundem. O que você faz descreve quem você é. Importante cuidar da percepção que passa para as pessoas em seu ambiente de trabalho. Mas, acima de tudo, é a atitude que comprova os princípios que você proclama. Cuide de ser coerente.



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Fonte: Blog do Carlos Faccina
 Data: 26/03/2010

 

 


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