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O
que o Mercado Brasileiro espera do e-Learning
em 2002?
Quais
são as expectativas das organizações
brasileiras sobre os benefícios e barreiras
do e-Learning em 2002? Visando responder a esta
pergunta, o e-Learning Brasil abordou este tema
na pesquisa realizada entre os meses de fevereiro
e março de 2002.
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Fonte:
e-Learning
Brasil Pesquisa
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Em
maio de 2001, o portal e-Learning Brasil realizou uma
pesquisa semelhante que detectou o cenário de
expectativas e obstáculos do mercado na época.
Este relatório relaciona as mudanças
ocorridas após este período, os aspectos
considerados mais importantes pelo mercado.
Benefícios:
o e-Learning como meio catalisador de novos negócios
Em maio de 2001,
o cenário identificado indicava que as principais
expectativas do mercado brasileiro estavam relacionadas à redução
de custos com treinamento (viagens e custos internos).
Na pesquisa realizada recentemente, os benefícios
obtidos ao longo de 2001 apontam um cenário
ligeiramente diferente.
Confira abaixo o
ranking de benefícios obtidos ao longo de 2001,
segundo as instituições brasileiras participantes
da pesquisa.
| 1.
Aumento da audiência (48%) |
| 2.
Novas oportunidades de negócios (43%) |
| 3.
Redução nos custos de viagens (39%) |
| 4.
Maior rapidez no processo de aprendizagem (39%) |
| 5.
Redução de custos internos (35%) |
| 6.
Melhoria no relacionamento com clientes (22%) |
| 7.
Maior permanência dos treinandos nos postos
de trabalho (17%) |
| 8.
Maior envolvimento de parceiros, fornecedores e
clientes (4%) |
| 9.
Aumento das vendas (4%) |
| 10.
Maior permanência dos experts nos postos
de trabalho (2%) |
| Fonte:
e-Learning Brasil Pesquisa - Março de 2002 |
Tanto no meio educacional
como no corporativo, o aumento da audiência (1o
item no ranking acima) é sem dúvida um
dos grandes benefícios do e-Learning. Instituições
de ensino, por exemplo, podem atingir outros mercados
e alunos que mesmo distantes geograficamente passam
a ter a possibilidade de participar de cursos on-line.
No meio corporativo, empresas passam a ter condições
de treinar representantes com maior freqüência,
deixando para trás aspectos limitantes como
custos de transporte, disponibilidade de tempo e distância.
Isto também significa novas oportunidades de negócios (2o
item no ranking acima), tanto diretamente como indiretamente. Universidades,
por exemplo, passam a ter novos alunos, e corporações podem
oferecer serviços diferenciados a clientes, ou de uma forma indireta,
alavancar negócios através de representantes preparados
para oferecerem um melhor atendimento.
A redução
de custos de viagens continua a ser um outro benefício
prioritário do e-Learning. Em 2001, esta era
a principal expectativa do mercado brasileiro. A análise
da pesquisa recente apontou que este foi o 3o principal
benefício obtido ao longo de 2001 através
do e-Learning. Outra expectativa também relacionada
a aspectos financeiros é a redução
de custos internos, apontada em 5o lugar no ranking.
Os fatores de
motivação para 2002
O que motiva o mercado
brasileiro a investir mais no e-Learning em 2002? Em
maio de 2001, a pesquisa do e-Learning Brasil apontou
a redução nos custos de viagens, o aumento
da audiência e a redução de custos
internos como as principais expectativas do mercado.
Já em 2002,
os fatores que mais devem motivar o investimento em
projetos de e-Learning estão diretamente ligados
aos fatores apontados como benefícios obtidos
em 2001.
Confira abaixo o
ranking de expectativas em 2001 e em 2002, segundo
o mercado brasileiro:
| 2001 |
2002 |
| 1. Redução
nos custos de viagens. |
1. Aumento
da audiência (55%) |
| 2. Aumento
da audiência. |
2. Novas
oportunidades de negócios (54%) |
| 3. Redução
de custos internos. |
3. Maior
rapidez no processo de aprendizagem (50%) |
| 4. Maior rapidez
no processo de aprendizagem |
4. Redução
nos custos de viagens (36%) |
| 5. Maior permanência
dos treinandos nos postos de trabalho. |
5. Redução
de custos internos (32%) |
| 6. Novas oportunidades
de negócios |
6. Melhoria
no relacionamento com clientes (27%) |
| 7. Maior permanência
dos experts nos postos de trabalho. |
7. Maior permanência
dos treinandos nos postos de trabalho (23%) |
| 8. Maior envolvimento
de parceiros, fornecedores e clientes. |
8. Maior envolvimento
de parceiros, fornecedores e clientes (23%) |
| 9. Aumento
das vendas |
9. Aumento
das vendas (22%) |
| 10. Melhoria
no relacionamento com clientes |
10. Maior permanência
dos experts nos postos de trabalho (14%) |
Fonte:
e-Learning Brasil Pesquisa - Maio de 2001 e Março
de 2002
Ao compararmos as
expectativas de 2001 às de 2002, notamos um
crescimento do fator "Aumento de Audiência",
que corresponde à capacidade de atender um número
maior de pessoas. "Novas oportunidades de negócios" também é um
fator que apresentou um crescimento considerável
segundo a pesquisa, assim como "Maior rapidez
no processo de aprendizagem".
Barreiras do
e-Learning em 2001: Tecnologia e Infra-estrutura
Assim como foi previsto
em 2001, o investimento em software ou tecnologias
também foi apontado como a principal barreira
para a implementação de projetos de e-Learning
durante o mesmo ano. Em segundo lugar ficou o investimento
em infra-estrutura, apontado por 38% como uma das principais
barreiras. Veja abaixo o ranking de barreiras de 2001
segundo o mercado.
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Barreiras
do e-Learning em 2001

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As expectativas
sobre as barreiras para o ano de 2001 apontavam, em
maio do ano passado, a falta de expertise para o desenvolvimento
de cursos como a oitava barreira em ordem de importância.
Os resultados da última pesquisa mostram que
este fator se mostrou uma barreira bem maior do que
se esperava. Para 35% dos participantes, esta foi uma
das principais barreiras em um projeto em 2001, ficando
em 3o lugar no ranking.
Quando perguntado
sobre o processo de justificativa do investimento no
e-Learning, veja abaixo os resultados obtidos:
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Processo
de Justificativa do Investimento em e-Learning

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Para 25% dos participantes,
este é um processo considerado difícil
dentro das organizações. Outros 24% apontaram
este processo como muito difícil, 21% como pouco
difícil, 18% como fácil e 12% como muito
fácil. Conclui-se que o e-Learning ainda encontra
resistência a nível gerencial em função
da dificuldade de se justificar financeiramente os
investimentos em função dos benefícios
a serem obtidos. Este ainda é com certeza um
grande desafio para clientes e fornecedores.
E quais os desafios
do e-Learning para 2002?
A pesquisa apontou
como o maior desafio em 2002 o investimento em infra-estrutura
(hardware, link, etc.). Para 52% dos participantes
esta será uma das 3 maiores barreiras em 2002.
Em segundo lugar está o investimento em tecnologias
(software, gerenciadores, ferramentas de autoria, etc.)
com 48%. Confira abaixo o ranking completo:
| 1.
Investimento em infra-estrutura (52%) |
| 2.
Investimento em tecnologias (48%) |
| 3.
Resistência por parte dos funcionários
ou alunos (30%) |
| 4.
Investimento em cursos sob encomenda (27%) |
| 5.
Resistência por parte da alta-gerência
(24%) |
| 6.
Investimento em serviços de consultoria
(21%) |
| 7.
Dificuldade em definir necessidades e oportunidades
(18%) |
| 8.
Falta de expertise para o desenvolvimento de cursos
(15%) |
| 9.
Investimentos em administração e
manutenção dos sistemas (12%) |
| 10.
Investimento em cursos de prateleira (9%) |
| 11.
Escassez de soluções ASP (6%) |
| 12.
Não possibilidade de testar as soluções
de modo apropriado (3%) |
| Fonte:
e-Learning Brasil Pesquisa - Março de 2002 |
Em terceiro lugar
aparece a resistência por parte dos funcionários
como uma das grandes barreiras para 30% dos participantes.
Esta informação demonstra que para esta
parcela de 30%, os projetos em 2002 deverão
atingir um estágio mais avançado de implantação,
afinal já existe um diagnóstico interno
de que a cultura de aprendizagem ou treinamento já existente
pode ser uma grande barreira.
E o tema e-Learning,
continuará a despertar o interesse nas organizações
brasileiras em 2002? Para 87% este interesse tende
a aumentar consideravelmente em suas organizações.
Outros 9% acreditam que haverá um ligeiro crescimento
no interesse e somente 4% acreditam que o interesse
deverá se manter em 2002. Nenhum dos participantes
acredita que haverá um certo desinteresse pelo
tema.
Outro dado interessante
da pesquisa é que 43% dos participantes afirmaram
que suas organizações já possuem
um orçamento específico para o e-Learning
em 2002. Há cerca de um ano, seria possível
contar nos dedos o número de organizações
que já tivessem um orçamento específico
para o e-Learning. Sem dúvida, este é um
grande avanço, e se levarmos em consideração
outros dados de mercado, podemos projetar um crescimento
semelhante para o ano de 2003.
Perfil dos participantes
Segue abaixo o perfil
dos participantes da pesquisa:
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Perfil
dos Participantes

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Para acessar os
resultados obtidos pela pesquisa realizada em maio
de 2001, clique aqui.
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